O dia em que me tornei mãe
terça-feira, 24 de março de 2015
Procura-se um nome desesperadamente
Fugindo um pouco do tema que estava abordando "O Principio de Tudo", queria muito falar de um negócio que me irrita bastante: porque que agora as pessoas só me chamam de "mãe", "mamãe", "mãezinha"? Foi basicamente a Carol nascer para meu nome simplesmente desaparecer. Engraçado, que parte do contrato que estava escrito, que assim que minha filha nascesse meu nome viraria pó?! É ÓBVIO que eu quero muito ouvir minha filha me chamar de mãe, mamãe; aliás só o balbuciar de seu "MOM" já me deixa derretida. Mas isso não incluiu o universo me chamando de mamãe e afins. Poxa vida, meus pais me deram um nome tão bonito, gostaria de poder voltar a ser chamada por ele rsrs. Juro que dá uma vontade de dar uma voadora quando alguém que eu mal conheço faz aquela voz infantil falando, "mãezinha" e cia... Eu conto até 10 para não falar:- Caramba meu, eu tenho nome sabia? Meu nome é C-A-M-I-L-A. Não sei se estou sendo muito intransigente, mas enfim, é assim que sinto. Esse negócio do desaparecimento do meu nome tem me deixado meio cabreira...
DESESPEROOOOOOO
Claro que tudo tem seu lado bom e seu lado ruim. Algumas
coisas o lado bom é maior que o ruim, outras o contrário e outras meio a meio.
Bom, a maternidade não foge a regra, tem seuj lado bom e seu lado ruim.
Confesso que nos primeiros três meses de vida da minha filha o lado ruim era
muito maior... A começar pelo choque de ter um BEBÊ para cuidar noite e dia,
dia e noite. A bem da verdade, o choque veio para mim logo que eu me descobri
grávida em novembro de 2013. Nem preciso dizer que não foi uma gravidez planejada
né?! Pois é, mesmo tendo mais de 30 anos, toda a informação do mundo, etc, etc
e etc, eu engravidei sem planejar. Ok, foi do meu então namorado e atual
marido, isso já é algo bom, mas mesmo assim não deixou de ser um choque. Na
época, eu ainda morava com meus pais, e não tinha a MINÍMA idéia de como iria
dar a notícia. Embora eu já fosse adulta, trabalhasse, e tudo mais, não era
simplesmente chegar e falar: - Oi tudo bem com vocês? O que tem pro almoço
hoje? Então, estou grávida!!! Acho que eu fiquei uns 20 dias remoendo essa
história sem contar para ninguém da minha família, até q não dava mais pra
esconder, eu tinha que falar, afinal de 24 horas que o dia tem, eu tinha
vontade de vomitar 23, ZUADÍSSIMO!!! Até que pronto, falei! Contei
primeiramente para minha mãe. Não me lembro muito bem como eu iniciei o
assunto, o fato é que eu falei. E para minha grande surpresa, minha família
recebeu até que bem a novidade. Claro que rolou aquele “climinha” do tipo, tá
ok, mas você e seu namorado vão fazer o que agora?! Claro, isso não poderia
faltar, mas no geral a notícia foi bem recebida. Meus meus ficaram bem felizes
porque seriam avós. Era a chegada do primeiro neto ou neta. Daí por diante
correu tudo tranquilo, tive uma gestação bem de boa, claro, com os incômodos básicos
de uma gravidez: enjoos, dor nas costas, pés inchados, mas sem nenhuma
complicação maior. Com 5 meses de gestação eu e meu namorado passamos a morar
juntos e foi bem tranquila esse transição da casa dos pais para uma “vida a
dois”. E foi assim, até que em 1º de julho de 2014 às 18h49, Carolina veio ao
mundo.
Meu parto foi Cesária, e correu tudo bem. Claro que no dia
eu estava uma pilha de ansiedade, mas depois que eu ouvi o chorinho dela, tive
uma imensa sensação de “alívio”. Sim, alivio por ter dado tudo certo na
cirurgia, por ela estar bem e ser um bebê saudável e alívio também por tirar
aquele “peso” do meu corpo. Sim, no final da gestação eu não aguentava nem ir à
esquina direito por causa do peso da barriga. O que eu não tinha a real noção,
é que com o fim da gestação, se iniciaria uma fase tão difícil, mais tão
difícil, que eu sentiria saudades do peso da barriga rsrs. Todo o lado “mítico”
da maternidade se transformaria em choque, desespero, insegurança, choros
compulsivos, culpa, vontade de sair correndo e nunca mais voltar, e milhares de
outras coisas nada “fofinhas” que passam pela cabeça de uma mulher com
depressão pós- parto. Foi tudo muito trash, e até eu começar a ver o lado bom
da maternidade, passei por muitos perrengues internos e externos.
Depois falarei um pouco mais sobre esses “perrengues” que
passei nos primeiros meses de vida da minha filha. Hoje ela está com quase 9
meses e confesso que às vezes ainda me sinto MUITO insegura; bem menos do que
no inicio, mais ainda sinto. Juro que eu admiro e aplaudo de pé, aquelas
mulheres que tiram de letra após o nascimento de um filho, mas sem hipocrisia:
não, eu não tirei de letra, e a cada dia venho construindo o amor que sinto
pela minha pequena, e claro, construindo também minhas experiências como mãe!!!
Do Princípio!!!
Desde que minha filha nasceu em julho do ano passado, tenho
vontade de criar um blog sobre o assunto “maternidade”. Já vi trocentos blogs,
e sites na internet com esse tema, porém queria criar um mesmo assim. Acho que
muito mais para criar um diário onde eu possa digamos “desabafar”.
Bom, mas além da falta de tempo, confesso que sou extremamente
preguiçosa no quesito, atualização de blogs. Desde a minha adolescência, já
criei vários, que no final ficaram abandonados. Enfim, esses dias, em uma das
minhas caçadas sobre o assunto na internet, curti uma página no facebook
chamada “Macetes de Mãe”; a dona da página tem um blog muito interessante e bem
bolado, gostei demais, e com isso me “inspirei” a criar um blog / diário /
desabafo, sobre essa grande profissão chamada MÃE!!!
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